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José Guimarães se posiciona contra apoio federal ao BRB

Ministro rejeita auxílio ao BRB, critica trocas partidárias e comenta pesquisas eleitorais

17/04/2026 às 04:22
Por: Redação

O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que, em sua avaliação pessoal, não concorda com qualquer tipo de aporte financeiro do governo federal ao Banco de Brasília (BRB). A posição foi expressa durante um café da manhã com jornalistas realizado nesta quinta-feira, dia 16, quando foi questionado sobre a possibilidade de o governo federal intervir para ajudar o BRB, que está sob investigação por suspeitas de operações financeiras irregulares em benefício do Banco Master.

 

José Guimarães declarou de modo enfático que, caso a discussão sobre auxílio do governo ao BRB chegue até sua instância de decisão, sua resposta será de total oposição a qualquer socorro à instituição financeira.

 

O ministro destacou que os responsáveis pelo desvio de recursos, que segundo as investigações envolvem bilhões de reais no caso do Banco Master, serão identificados ao final do processo conduzido pela Polícia Federal.

 

Entre os investigados pela Polícia Federal estão o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, filiado ao MDB, e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, que foi preso recentemente durante a quarta fase da Operação Compliance Zero.

 

“A Polícia Federal está fazendo um trabalho extraordinário. Ao final vamos saber quem são os responsáveis por tamanho absurdo, pelos tantos bilhões envolvidos. A orientação do presidente Lula é essa. Doa a quem doer”, afirmou José Guimarães.


 

Críticas à movimentação partidária e sugestões para mudanças

 

Durante o encontro com a imprensa, o ministro também lamentou o que classificou como oportunismo em determinadas atitudes de figuras da política nacional. Segundo Guimarães, a última janela partidária resultou em trocas de legenda que nunca haviam sido vistas em toda sua trajetória política.

 

“Em todos os meus anos na política, nunca vi algo como o que aconteceu nessa janela. Foi um acinte contra os partidos sérios”, relatou.


 

O ministro relatou que algumas siglas perderam até 20 parlamentares e disse desconhecer os reais motivos dessas mudanças. Ele defendeu que o projeto de reforma política atualmente em discussão no Congresso Nacional estabeleça mecanismos para evitar esse tipo de situação, protegendo os partidos sérios de perdas abruptas de representantes.

 

Cenário eleitoral e posicionamento sobre pesquisas

 

Questionado sobre as pesquisas eleitorais mais recentes, que indicam avanço do candidato de oposição ao Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro, o ministro comentou que ainda é prematuro realizar uma análise aprofundada do panorama eleitoral.

 

“A campanha sequer começou, e as estratégias ainda estão sendo discutidas pelas coordenações de campanha. Mas, pelas minhas experiências com eleições, acredito que o outro candidato não vai se sustentar. As coisas contra ele ainda vão vir à tona”, argumentou Guimarães.


 

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